
A segurança do abastecimento energético constitui um dos pilares fundamentais da estabilidade económica e da soberania dos Estados. Em contextos de conflito armado, como as guerras na Ucrânia e no Irão, essa dimensão torna-se ainda mais crítica, destacando o papel estratégico dos combustíveis líquidos — nomeadamente o petróleo e seus derivados — como elementos centrais da resiliência energética e militar.
Os combustíveis líquidos apresentam características únicas que explicam a sua relevância em cenários de crise. Em primeiro lugar, possuem elevada densidade energética e facilidade de armazenamento e transporte, permitindo a criação de reservas estratégicas e a mobilidade rápida de forças militares e cadeias logísticas. Não é por acaso que setores como a defesa continuam altamente dependentes do petróleo. Em situações de conflito, esta dependência traduz-se na necessidade de garantir fluxos contínuos de abastecimento para veículos, aviação, marinha e infraestruturas críticas.
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