
Bruxelas, 10 de junho de 2026 — A conferência de alto nível “Can Europe fuel its own future?” destacou a necessidade de ação política urgente para preservar a capacidade industrial europeia ligada à refinação e ao fabrico de combustíveis, considerada estratégica para a segurança energética, a resiliência económica e a competitividade da Europa.
Durante a sessão, que contou com a participação de Guido Albuquerque em representação da EPCOL, foi defendido que a indústria de refinação continuará a ser indispensável em setores onde a eletrificação ainda não é viável, como a aviação, o transporte marítimo, o transporte pesado e a defesa europeia, além de fornecer matérias-primas indispensáveis para áreas como a petroquímica, a construção e a agricultura.
Os intervenientes alertaram mais uma vez para os elevados custos de energia, o aumento do preço do carbono e a complexidade regulatória que estão seriamente a comprometer a competitividade europeia e a colocar em risco ativos industriais difíceis de substituir. A mensagem central foi clara: a transição energética só será bem-sucedida se também assentar nos ativos industriais já existentes, em vez de os desmantelar.
A conversão das refinarias existentes em polos de produção de baixo carbono poderá ser a via mais rápida, segura e eficiente para expandir combustíveis renováveis e de baixo teor carbónico, preservando simultaneamente capacidade industrial e emprego. Os responsáveis do setor defenderam, por isso, um enquadramento político e regulatório mais estável e previsível, capaz de dar confiança ao investimento e evitar uma dependência crescente de importações.