
A FuelsEurope publicou, no dia 12 de janeiro de 2026, um comunicado que analisa a recente proposta da Comissão Europeia para a revisão dos padrões de emissões de CO2 para veículos ligeiros, concluindo que o reconhecimento dos combustíveis renováveis no novo quadro legislativo é insuficiente para gerar impactos reais na descarbonização do transporte rodoviário.
Pela primeira vez, a proposta reconhece que os combustíveis renováveis — incluindo biocombustíveis e e-combustíveis (e-fuels) — devem poder contribuir para a redução de emissões de CO2 nos automóveis novos para além de 2035. Apesar deste avanço, a associação considera que o reconhecimento em si não se traduz em resultados concretos no terreno.
De acordo com a análise da FuelsEurope, o texto legislativo apresenta várias limitações que comprometem o papel que os combustíveis renováveis poderiam desempenhar:
Liana Gouta, Diretora-Geral da FuelsEurope, afirmou que “o relógio está a avançar não só para a competitividade da indústria automóvel, mas também para o futuro e as perspetivas da indústria de produção de combustíveis na sua progressiva transição para produzir combustíveis renováveis, que hoje e no futuro continuarão a ser estratégicos para a segurança de abastecimento da UE”.
A associação apresentou várias recomendações aos legisladores europeus para reforçar a proposta, defendendo que devem ser consideradas as seguintes medidas:
Para além de apoiar a descarbonização do transporte rodoviário, um quadro mais ambicioso para os combustíveis renováveis pode estimular investimentos em novas tecnologias e infra-estruturas, fortalecer a competitividade industrial europeia e contribuir para a redução das emissões em setores difíceis de eletrificar, como o transporte pesado, o marítimo, e a aviação.
A EPCOL, em colaboração com a FuelsEurope, continuará a acompanhar de perto este debate legislativo na União Europeia, defendendo soluções que promovam uma transição energética eficaz, tecnologicamente aberta e que permita maximizar o potencial dos combustíveis renováveis na redução das emissões de CO2.