A Comissão Europeia divulgou o relatório final do estudo “Mobilization of Industrial Capacity Building for Advanced Biofuels”, que define uma estratégia detalhada para reforçar a produção industrial de biocombustíveis avançados na União Europeia e garantir o cumprimento das metas climáticas para 2030, 2040 e 2050.
O trabalho, promovido pela Direção Geral para a Investigação e Inovação da União Europeia e desenvolvido em colaboração com a consultora EXERGIA, com o Politecnico di Torino e BEST – Bioenergy and Sustainable Technologies GmbH, identifica as cadeias de valor industriais essenciais, analisa as necessidades tecnológicas e financeiras e propõe um plano coletivo para acelerar a construção de novas unidades industriais.
Resumo das principais conclusões deste estudo:
- Os biocombustíveis avançados serão indispensáveis para a descarbonização dos transportes na UE; serão essenciais para os setores rodoviário, da aviação e marítimo, especialmente onde a respectiva eletrificação é difícil ou mesmo impossível.
- Não existe uma única via capaz de fornecer os volumes necessários: é indispensável utilizar-se uma carteira diversificada de tecnologias e de matérias-primas
- A atenção inicial deverá ser prestada às vias tecnológicas atualmente mais maduras (por exemplo, HVO/HEFA, biometano, pirólise), acelerando simultaneamente o desenvolvimento e a expansão de outros processos como a gaseificação e síntese para após 2030.
- A diferença de custo face ao combustível fóssil equivalente permanece o principal obstáculo: será necessário apoio financeiro para colmatar essa diferença, estimada entre €3,8–7,5 mil milhões/ano até 2030.
- A mobilização de matérias-primas é fundamental.
- Sem apoio político, as Decisões Finais de Investimento (FIDs) não se concretizarão à escala necessária.
Consulte o estudo aqui.